sábado, 2 de agosto de 2014

02 a 07 de Agosto 2014

FILMES DO HOMEM
Festival de Documentário de Melgaço

Festival de Documentário de Melgaço pretende promover e divulgar o cinema etnográfico e social e refletir com os filmes sobre identidade, memória e fronteira.


domingo 03 agosto

10H45  Auditório Lamas de Mouro

A CASA QUE EU QUERO, de Joana Frazão e Raquel Marques (Portugal, 2009, 65')
Com a presença de Joana Frazão. Filme comentado por Álvaro Domingues e Maria Beatriz Rocha-Trindade

16h45  Casa da Cultura

LISSAC, de Patrick Séraudie (França, 2003, 57'). Com a presença do realizador

18H10  Casa da Cultura

Conferência EMIGRAÇÃO PORTUGUESA PARA FRANÇA, por Maria Beatriz Rocha-Trindade.

18H45  Casa da Cultura

Debate DOCUMENTÁRIO, UM LUGAR DE MEMÓRIA, moderado por Manuela Penafria, com a participação de João Pedro Rodrigues,Jorge Campos, José Vieira, Patrick Séraudie e Maria Pinto.

21H30  Museu de Cinema de Melgaço

Visita ao MUSEU DE CINEMA DE MELGAÇO JEAN LOUP PASSEK
Inauguração da Exposição 25 de Abril - O Cinema Português nas Décadas de 60 e 70. Visita guiada por Bernard Despomadères e Angelina Esteves.

22H00  Torre do Castelo Cinema ao Ar Livre

CRÓNICA DO RENASCIMENTO DE UMA ALDEIA, de José Vieira (2013, França, 83'). Com a presença do realizador

23H00 (hora local)  Arbo (Galiza) - Praça central Cinema ao Ar Livre

A FOTOGRAFIA RASGADA, de José Vieira (França, 2002, 52')

quinta-feira, 10 de julho de 2014

10 de Julho de 2014

"Os adeuses" - Fotografias de Alberto Martí, na Casa da Cultura de Fafe



A Casa da Cultura de Fafe acolhe, uma exposição promovida pela Xunta y el Consello da Cultura Galega, que relata a grande epopeia da emigração galega que marca aproximadamente dois séculos da história daquele povo vizinho.
Na Galiza existe abundância de despedidas, pois é “terra de adeuses”, como em feliz ocasião a qualificara o conterrâneo de Trasalba, Ramón Otero Pedrayo. Foi uma das pérolas que repetira no discurso de inauguração do curso académico de 1954-1955 pronunciado no Auditório da Universidade de Santiago, dedicado a evocar as “vivências” da emigração galega. Quando Otero estava a pronunciar aquele discurso, os adeuses galegos estavam num novo auge, com a abertura das emigrações para a América, nomeadamente para países novos como Venezuela e Brasil, que abriam o leque de destinos americanos, antes centrados nos países de Argentina e de Cuba. Era a derradeira eclosão da navegação marítima de passageiros, que o próprio Otero bem sentira — e contara depois num belo livro — por ocasião da sua viagem à Argentina em 1947, a bordo do famoso paquete Cabo de Hornos.
Daqueles adeuses ficou a memória nalguns documentos gráficos que ficou conhecido, depois de publicados em livros como Galicia Hoy (1966), de Luís Seoane e Isaac Díaz-Pardo. Referimo-nos às famosas fotos de Manuel Ferrol sobre a emigração tomadas no porto da cidade da Corunha. São documentos únicos, mas escassos. Outros fotógrafos trabalharam constantemente naqueles mesmos lugares, tiraram milhares de fotografias daquelas chegadas e partidas, mas não eram conhecidas do público por não serem divulgadas convenientemente. Porém, não existem bens que se mantenham eternamente ocultos. E o que resulta ser um testemunho na primeira pessoa sobre o movimento humano da Estação Marítima da Corunha pode ser agora conhecido e analisado graças a esta exposição sobre Os adeuses.
O guardador do tesouro foi o fotógrafo Alberto Martí, que de forma sistemática e paciente foi registando fotografias de figuras e de sentimentos, de esperanças e de tristezas. Os protagonistas são gente anónima, mas fundamental para entender a história coletiva da Galiza do século vinte.

O presidente da câmara de Fafe, Raul Cunha, realçou a importância da exposição em Fafe, uma cidade muito ligada à emigração para o Brasil, e destacou a importância deste intercâmbio entre os dois países: “esta possibilidade de intercâmbio com outros países faz parte das nossas intenções. O abrir Fafe ao mundo é essencial para a nossa projeção e promoção e, sendo Fafe uma cidade tão ligada à emigração, faz todo o sentido receber esta exposição”.

Esta exposição em cuja organização colabora o Conselho de Cultura, Educación y Ordenación Universitaria através do Centro Gallego de las Artes de la Imagen (CGAI-Filmoteca de Galicia), foi exibida pela primeira vez na Corunha, em 2010, desde aí percorreu várias cidades espanholas e a nível internacional já passou por países como a Argentina e o Brasil.

Em Fafe, “Adeuses” poderá ser vista na Casa da Cultura, até Outubro.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

9 a 11 de Julho de 2014

Conferência Internacional

 “Youth in/and Literature & Society”


Mais de uma centena de investigadores reúne-se na FCSH/NOVA para abordar temas relacionados com a juventude e a infância. A iniciativa é do CETAPS e do CESNOVA.

Portugal, Estados Unidos, Reino Unido, Algéria, Espanha, Itália, França, China (Macau), Brasil, Roménia, Lituânia, Noruega e Finlândia são alguns dos países representados na conferência internacional 'Youth in/and Literature & Society", que terá lugar na FCSH/NOVA.

O evento, que pretende abordar temas relacionados com a juventude e a infância, vai reunir mais de 100 investigadores, entre os quais três oradores convidados internacionais, de universidades e instituições.

Organizado pelo Centre for English, Translation and Anglo-Portuguese Studies (CETAPS) e pelo Centro de Estudos de Sociologia da Universidade Nova de Lisboa CESNOVA,  unidades de investigação da Faculdade, no encontro os participantes debaterão temas como a juventude e a crise, a emigração, o desemprego, as ciências sociais, a literatura, as artes (pintura, música), a educação (não) formal, a etnografia, o Carnaval, a religião, a família, a globalização, as redes sociais e o anonimato, o mundo 'digital', a vida na rua, o turismo, o escotismo, a luso-descendência, a adopção, os estereótipos, o género, a sexualidade, a literatura infanto-juvenil, a literatura de viagens e o urbanismo, entre outros temas.

Mais informações: aqui
Etnográfica vol. 18 (2)
Já disponível em acesso livre
[Texto integral em HTML e PDF da versão impressa]

Dossiê "Anthropology and the neoliberal agenda"
Jon P. Mitchell e Noel Dyck
Caroline Knowles e Roger Burrows
Noel Dyck
Jon P. Mitchell
Memória
Marina Pignatelli
Carlos Ramos Oliveira
Susana de Matos Viegas e João de Pina-Cabral
Brian Juan O’Neill
José Gabriel Pereira Bastos
Jorge Freitas Branco
Miguel Vale de Almeida
Cristiana Bastos
Manuela Ivone Cunha
Maria de Fátima Amante
Xerardo Pereiro

Entrevista
Entrevista com Maria Beatriz Rocha-Trindade, por Marina Pignatelli

quinta-feira, 3 de julho de 2014

 03 de Julho de 2014

COLÓQUIO  “A GRANDE MIGRAÇÃO DE RETORNO” 1974 - 1975

21H30 - Abertura:  Dr. Delfim Sousa , Vereador da Cultura

                                Drª Rita Gomes – Presidente da Direção da AEMM

Intervenções:

                   Profª Doutora Maria Beatriz Rocha – Trindade

                  Tema:  “Duas designações adotadas para um mesmo conceito: Retornar e Regressar”


                   Dr. Amândio de Azevedo

                   Tema:  “A grande Migração de Retorno” (1974 / 1975)


Moderadora: Drª Manuela Aguiar – Presidente da Assembleia Geral da AEMM


Debate com a participação do Dr. Durval Marques, fundador da Academia do Bacalhau de Joanesburgo e de portugueses regressados de África

Organização: 
Câmara Municipal de Gaia e “Mulher Migrante –  Associação de Estudo, Cooperação e Solidariedade”

Local: Arquivo Municipal de Gaia Sophia de Mello Breyner

Este encontro resulta de uma parceria da Câmara Municipal de Gaia e da Associação de Estudo Mulher Migrante, com  intervenção do Dr Amândio de Azevedo, antigo Deputado da Assembleia Constituinte,  Ministro do Trabalho e Embaixador da CEE no Brasil, que foi, em 1975, Secretário de Estado para os Retornados. A Introdução "Duas designações adotadas para o mesmo conceito: retornar e regressar", ficará a cargo da Prof Doutora Maria Beatriz Rocha Trindade.

terça-feira, 1 de julho de 2014

1 e 2 de Julho de 2014

Lusophone Studies Association
Conferência Internacional: Perspectivas Lusófonas. Transnacionalismo, Multiculturalismo e Cosmopolitismo
Lisboa, FCSH/NOVA


Abrangendo vários países e continentes, como Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Macau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste, os estudos lusófonos configuram uma área académica transnacional e cosmopolita que inclui, presentemente, cerca de 250 milhões de falantes do português.

Como consequência de décadas de intensos fluxos migratórios transnacionais de população falante do português, verifica-se um significativo número de populações imigrantes lusófonas, que se constituem, hoje em dia, em grandes comunidades espalhadas por todo o mundo, com especial representação nos Estados Unidos da América, Canadá, França, Brasil, África do Sul e em muitos outros destinos a nível mundial. Os Estudos Lusófonos – o estudo do mundo lusófono é uma área multidisciplinar de grande abrangência que inclui diversas perspectivas cosmopolitas que têm contribuído para conhecimento destas diásporas e da língua portuguesa na atualidade.

Tendo em conta o legado histórico e os contextos contemporâneos, a realidade lusófona tem sido configurada por um conjunto de factores históricos, sociais, políticos e económicos, bem como por velhos e novos padrões migratórios entre países lusófonos e não lusofónos. O impacto deste fenómeno é bem visível quer a nível geográfico quer a nível da construção etno-cultural de identidades lusófonas em muitos países. Os Estudos Lusófonos incidem sobre estas perspectivas e cruzamentos, privilegiando uma abordagem interdisciplinar que visa o desenvolvimento de uma área de estudo inclusiva sobre as questões atuais em estreito diálogo com o passado histórico.

A Comissão Organizadora incentiva a apresentação de propostas de comunicação sobre as múltiplas dimensões dos Estudos Lusófonos, sendo os principais temas de debate e reflexão os seguintes:

- Migrações Lusófonas e Transnacionalismo. Principais Tendências
- Perspectivas Históricas e Cosmopolitismo
- Literatura e Lusofonias
- Diálogos Culturais e Estéticos Lusófonos
- Educação Global e o Mundo Lusófono
- Cidadania e Interculturalidade
- Lusofonia na Era Digital
- Desporto e Identidades

Mais informações: aqui

segunda-feira, 2 de junho de 2014

La Communaute Silencieuse ; Histoire De L'Immigration Portugaise


Parcourant un siècle d'histoire de l'immigration portugaise en France, La communauté silencieuse est un livre de mémoire pour comprendre cette présence portugaise et les raisons profondes qui ont contraint de très nombreux Portugais à l'exil tout au long du XXe siècle. De l'engagement des soldats portugais dans la Première Guerre mondiale à l'action des républicains portugais en France et en Espagne, des grandes vagues de migrants fuyant la dictature Salazar aux difficultés économiques récentes, les causes sont nombreuses qui poussèrent tout un peuple à se questionner sur l'avenir de sa nation. L'exil pour un avenir meilleur a ponctué l'histoire du Portugal au point que les Portugais constituent aujourd'hui la première communauté en France, silencieuse dans son histoire douloureuse, mais active dans son désir d'intégration. Repères historiques, textes de spécialistes et témoignages personnels d'émigrés, composent ce livre de référence.

L'auteur
Coordinateur de cet ouvrage, Manuel Dias Vaz est arrivé en France en 1964 pour fuir le fascisme et les guerres coloniales au Portugal. Il coordonne régulièrement des travaux sur l'histoire de l'immigration en France. Il a été directeur du FASILD ACSE dans le grand Sud-ouest. Il est aujourd'hui président du Rahmi (Réseau aquitain pour l'histoire et la mémoire de l'immigration), membre du conseil d'orientation de la Cité nationale de l'histoire de l'immigration et président-fondateur du Comité Aristides de Sousa Mendes.

"L'Émigration Portugaise vers l'Europe et la France", Maria Beatriz Rocha-Trindade, pp. 45-64.

Aquisição: aqui